terça-feira, 30 de outubro de 2007

Kongs da minha vida


Para o meu texto de estréia resolvi contar sobre alguns dos meus momentos mais constrangedores – e são vários: sou carne e unha com o Kong!

Pensem em uma pessoa que já pagou todos os micos possíveis em apresentações no colégio: já fui Evita com direito a selinho em Perón (na frente do colégio inteiro e da minha família), encarnei uma empregada doméstica que dançava com uma vassoura ao som de Besame Mucho, mas nada supera um festival de dança no qual eu e meu grupo (todas vestidas de astronauta) tínhamos que explorar o solo da Lua e depois disso eu caía no chão e simulava um ataque (me debatia feito uma louca). Até hoje não sei direito o que a professora queria representar com isso. "Tóchicos"?
Para a minha vergonha eterna, tudo se encontra registrado em vídeo.

Mico em festa?É comigo também!Aniversário de quinze anos de uma conhecida minha, casa de festas cheia de frescura. Eu e uma amiga resolvemos ir até a mesa de bebidas para pegar uma roska de morango, o chão em torno da mesa estava todo molhado, mas não dei importância. Pego a bebida e me viro para sair... Escorrego e despenco de quatro no chão, meu copo saiu deslizando, minha amiga e um cara me ajudam a levantar, o amigo do cara aproveita e rouba meu copo (com os últimos morangos da festa). A maioria das pessoas estava na pista de dança, graças a Deus.

Durante toda a minha vida eu só passei um dia de carnaval em Salvador (eu sempre viajo), e é claro que isso não poderia passar incólume. Quinta-feira, camarote chique com tudo incluso e de frente pro Farol da Barra, estou com minha mãe e minha prima, fico esmagada na varanda olhando os trios elétricos e as maluquices do povo lá embaixo, está quente, aquele abafado horrível e minha prima que ficou circulando toda hora me trás Birinights e MM´s. Não demora muito e começo a me sentir enjoada, minha mãe nota e nós duas saímos correndo, não dá tempo, vomito perto de uma lixeira, o camarote para pra me olhar, minha prima percebe e (morta de vergonha) vem me ajudar, um segurança chega e tenta me carregar para a enfermaria, eu me recuso e vou para o banheiro. O resto da noite foi um lixo. E meu pai riu da minha cara o resto da semana.

Esses foram só pra começar! Talicoisa, coisaitali!

4 comentários:

Vivi disse...

Mico na escola é 'normal'.. quem nunca pagou um.. o meu maior foi na quinta série.. eu dancei Splich-plash (??) com um menino e na parte do "foi um beijo que eu dei" ele me deu um selinho de verdade (o combinado era na bobhecha).. jesuisgenésio! a namorada do cara me perseguiu o ano intereiro p/ me bater.. nunca mais apresentei nda..rsrs

Mto bom o texto meg..e nda de morangos eim?

Melissa de Castro disse...

Meg, vou dizer uma coisa pra você. Eu também já paguei mico na escola. Fui ninguém mais ninguém menos que a Capitu em uma peça de teatro do Dom Casmurro. Vergonha geral!!!
E fui a Narizinho do sítio em uma feira que tinha no colégio.
Tá vendo? Você não está sozinha.

Frankulino disse...

Ah... As obras clássicas... sempre nos ferrando. Eu já fui Peri para a escola toda quando eu estava na 5ª série. E a Meg tem cara de quem topa tudo por nota! Mesmo os piores micos! Tem cara mesmo.

Ótimo texto, Meg!

Luna disse...

Eita, Meg! Não conheces nenhuma benzedeira aí perto, menina?
Eu caí na rua principal de uma cidadezinha. E estava com um ficante. Isso que eu ainda nem tinha começado a beber...

Muito divertido seu texto, Gládis!